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O Coletivo

05
Jun19

O lúcido José Miguel Júdice

Flávio Gonçalves

Tenho forçosamente que admitir uma certa estima intelectual e moral para com José Miguel Júdice, as vicissitudes da vida fizeram-nos percorrer uma via que nos trouxe a ambos ao Partido Socialista e até segui o seu exemplo de escrever uma carta aberta nas páginas do O Diabo, jornal por onde ambos passamos, a despedir-me dos camaradas com cujo ideário há muito já não me identificava (pese embora a diferença geracional, militamos ambos em organizações juvenis da direita até a consciência da maturidade nos guiar para o progressismo centrista da esquerda).

É por isso que me agrada a sua lucidez ao constatar um facto quanto à direita portuguesa no seu conjunto, em Portugal "a direita não sabe fazer combate político", do mais centrista PSD ao mais extremista PNR ou Chega! é uma verdade inegável. Os estrategas direitistas lusos, no seu conjunto - salvo algumas excepções intelectuais - "são atrasados mentais nessas matérias" e esse, entre outros factores, contribui para a inexistência da extrema-direita no Parlamento nacional (outro factor mais descurado é o facto dos militantes da direita radical portuguesa na prática já se encontrarem confortavelmente instalados no aparelho e no funcionalismo público afecto ao PSD e ao CDS). Esteve bem José Miguel Júdice, que por vezes ainda resvala demasiado para mera ala esquerda do centro-direita liberal nas suas análises televisivas... ossos do ofício, suponho.

01
Mar19

Carnaval, what else?

A woman in politics

Vem aí o fim de semana de Carnaval e vamos lá estereotipar um pouco.

 

Há 3 tipos clássicos de pessoas no Carnaval. 1) As que vão de férias para o estrangeiro e partilham 1001 fotos para assegurar que toda a gente sabe (e continuam a postar mesmo quando chegam de férias não vá alguém não ter visto). 2) As que passam um ano inteiro a pensar no que vão vestir nesta data, mas mesmo assim é inevitável, os homens acabam quase sempre por vestir-se de mulheres (a quem possa interessar a moda este ano parece que são os macacões vermelhos e máscara da La Casa de Papel). 3) As que aproveitam para usufruir da arte de nada fazer (verdadeiros especialistas em “couch potato”).

 

Bem meus caros... Gostaria de informar que o meu Carnaval é muitíssimo interessante... Mas, não. Faço mesmo parte do terceiro grupo.

 

Se fazem parte da minha tribo, e gostam minimamente de política, recomendo-vos o filme Vice de Adam McKay, com Christian Bale, Steve Carell, Amy Adams e Sam Rockwell nos principais papéis.

 

O filme retrata a história de Dick Cheney, vice-presidente de Geoge W. Bush, e para resumir, o tipo é um mafioso, e Christian Bale um monstro da representação. Eis o trailer:

 

 

28
Fev19

O Governo e as relações familiares

A woman in politics

Ainda a propósito do tema quente sobre as nomeações do Governo que envolvem familiares, recomendo a leitura de um artigo de opinião do Luís Aguiar-Conraria para o Público. Eis um trecho:

 

“Desde o início, chocou-me que neste Governo se tivesse marido e mulher como ministros e uma secretária de Estado filha de um outro ministro. Com a promoção de Mariana Vieira da Silva a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, a polémica estalou. Qual é o problema? Esta foi a pergunta que tantos fizeram perante as críticas. A resposta é simples: nomear governantes unidos por laços familiares facilita acusações de nepotismo, gera compadrio, cria um manancial de conflitos de interesses e facilita a corrupção.”

 

Podem continuar a ler aqui.

Da minha parte, nada a acrescentar.