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O Coletivo

11
Jun19

O discurso de João Miguel Tavares

João Ferreira Dias

O cinismo que JMT levanta no seu discurso, enquanto património de uma ideia de racionalidade, está bem patente nas críticas que lhe são dirigidas. Temos este terrível hábito de criticar como ato de afirmação de superioridade intelectual. É preciso perceber que JMT tinha esta oportunidade única de discursar num 10 de Junho, que era preciso ser crítico, que era preciso, também, ter algo de emocional e arrebatador. JMT não foi populista, no meu entender. JMT tentou ter o seu momento Braveheart de exaltação do cidadão anónimo enquanto exortava os políticos a serem melhores. Terá agradado a uns e desagradado a outros. É natural. Mas não creio que tenha proferido um discurso exclusivamente a partir de um lugar de conforto da classe média sem olhar aos demais.

28
Mai19

Baixar a Crista

João Ferreira Dias

O maior derrotado, a meu ver, destas eleições europeias (além da derrota simbólica da Democracia pela abstenção), é o CDS-PP. Depois da onda de euforia megalómana de Assunção Cristas, que já se via como Primeira-Ministra, um balde de água fria caia sobre o partido, deixando uma importante lição: querer ser uma espécie de navio de papel ideológico, sacudido entre margens opostas, não resulta. Primeiro porque não convence o eleitorado não-conservador, segundo porque desagrada, e muito, ao seu eleitorado de base. Ou o CDS é um partido de direita católica ou é um partido maria-vai-com-as-outras do centro. Ser um ringue para Nuno Melo chatear a esquerda e para Cristas sonhar acordada não basta. 

10
Mai19

Inimigo Público - ‘Passos Coelho abandona PSD e entra no PS, o partido que agora melhor defende os valores da “troika”’

A woman in politics
08
Mai19

"Porquê votar nas eleições europeias de maio de 2019?"

A woman in politics
23
Abr19

EnaMorações brasileiras

João Ferreira Dias

O ministro da Justiça do Brasil, Sérgio Moro, de passagem por Portugal, declara que “Jair Bolsonaro é um sólido democrata. A democracia não está em risco no Brasil”. Não surpreende a declaração do ministro Sérgio Moro, ainda que as posições políticas de Bolsonaro contradigam as suas afirmações. A paixão que o atual presidente do Brasil nutre pela ditadura militar, o ódio racial e a homofobia que o habitam não conjugam com a Democracia. O que seria questionável é a razão pela qual Moro, um juiz que disse que jamais entraria na vida política, aceitou ser ministro neste governo, abdicando de princípios de clareza jurídica. Mas até isso tem a sua fundamentação: Sérgio Moro será candidato à presidência.

10
Abr19

Habemus um novo partido político

A woman in politics

Foi hoje avançado pela imprensa e já confirmado por André Ventura (nas suas redes sociais) a aceitação por parte do Tribunal Constitucional do novo partido político "Chega". Passam, assim, a existir 24 partidos políticos legalizados em Portugal.

 

No entanto, ainda não se sabe se o Partido Chega irá concorrer às eleições Europeias, porque quase, de forma simultânea, o Tribunal Constitucional rejeitara a coligação “Europa Chega”, que juntava o movimento Chega (que ainda não era partido), o Partido Popular Monárquico e o Partido Cidadania e Democracia Cristã. O Partido Chega podia concorrer (após a aceitação sair em DR), mas como o prazo para a entrega da lista de candidatos às Europeias termina na próxima semana, seria uma corrida em contra-relógio.

 

Tic tac...

 

05
Abr19

Revisionismo à Brasileira

João Ferreira Dias

Depois de quase duas décadas de governos do PT e um período de governação resultante de um golpe, com Michel Temer, o governo de Jair Bolsonaro anunciou-se como aquele que acabaria com os tempos da ideologia. Como seria de esperar de quem faz este tipo de discurso, o mandato começou com uma enxurrada de programas ultra-ideológicos, desde o escola sem partido, ao alinhamento ultraliberal com programas de privatização, à captura de terras indígenas, sem esquecer o combate à diversidade sexual e de género. O quadro não ficaria completo sem um programa de revisionismo histórico, com a associação entre nazismo e socialismo, e agora com a maquilhagem da ditadura militar, suprimindo-se a ocorrência de um golpe militar e a entrada num período de ditadura. Esta limpeza da histórica constará dos livros didáticos distribuídos pelas crianças e jovens e será parte da campanha de formatação levada a cabo pelo Ministério da Educação (MEC)

12
Mar19

A semana que decide o Brexit

A woman in politics

A data oficial do Brexit é a 29 de março e o que acontecerá até lá será puro entretenimento para os amantes de política (à falta de melhor descrição).

Esta semana, mais concretamente, será pródiga em acontecimentos. Vejamos.

Hoje foi votado o novo acordo de Theresa May, e caso fosse aprovado, a saída do Reino Unido da UE dar-se-ia dentro do previsto. Contudo, já sabemos que o acordo foi votado e foi rejeitado, e passamos então à fase de votação relativa a uma saída sem acordo.

Essa votação ocorrerá amanhã (13 de março) e caso seja aprovada os britânicos sairão de facto a 29 de março (embora sem acordo), e navegarão por águas mais turvas do que se previa.

Por outro lado, se for rejeitada passamos à fase de votação, que ocorrerá a 14 de março, para adiamento do Brexit. Novamente, se a votação for rejeitada há uma saída a 29 de março (sem acordo), e se for aprovada o Brexit será adiado...

Para quando e com que propósito é o que falta saber. Mas nem os britânicos sabem...

 

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