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O Coletivo

05
Jun19

A cegueira da "frente única" do centrão europeu

Flávio Gonçalves

A extrema-direita na Suécia irá integrar o executivo de 5 municípios suecos em coligação pós-eleitoral com partidos do Partido Popular Europeu. Falem-me novamente dessa frente única com a direita contra o "fascismo" em vez de governar à esquerda sem nos confundirem com liberais...

O Paulo Rangel foi reeleito vice-presidente do Partido Popular Europeu com os votos da extrema-direita húngara, reintegrada no PPE logo após as eleições quando supostamente estaria suspensa por seis higiénicos meses. Falem-me novamente dessa frente única com a direita contra o "fascismo" em vez de governar à esquerda sem nos confundirem com liberais...

06
Mai19

desventuras

João Ferreira Dias

André Ventura, por si mesmo, não me perturba, até porque tenho uma certa sensação de que o dito não crê assim tanto no que diz. O problema é que Ventura não existe por ele mesmo, mas parece resultar de um estudo de mercado que inclui as caixas de comentários dos jornais e sondagens em tabernas. Ora, é precisamente aí que reside o problema, i.e., quando um político é apenas uma metáfora para sentimentos recalcados. Foi nesses termos que se elegeu Bolsonaro.

05
Nov18

(Des)convite à extrema-direita

Rúben Gomes

 

A pouco mais de seis meses das Eleições Europeias o Ifop divulgou uma sondagem sobre as mais recentes tendências de voto em França. 
A LREM, coligação entre o Republicains en Marche, de Emmanuel Macron e Modem, movimento democrático de Alain Bayrou, situa-se em meros 19%. Á sua frente já se encontra a Rassemblement Nacional (actual designação da Frente Nacional), liderada por Marine Le Pen, com 21%. Uma subida de 4% face à sondagem prévia.
Importa debruçar-nos sobre isto no dia em que começa a Web Summit, evento que desconvidou Marine Le Pen após a mossa gerada com o convite inicial. Ignorar ou hostilizar a extrema-direita não é solução, contudo há que considerá-la com mais lucidez, seriedade e prudência e menos histrionismo.
Ostracizar quem nos discorda, agindo ao arrepio do que está plasmado nas constituições dos Estados democráticos não costuma augurar os melhores desfechos. Se esta tendência não for revertida, receio chegar a Maio e dizer "se isto aconteceu não foi por falta de aviso"...

25
Out18

Abstenção Cristas

João Ferreira Dias

 

A propósito das eleições brasileiras, cuja votação da segunda volta decorrerá este domingo, a líder do CDS-PP, Assunção Cristas declara que se estivesse na condição de eleitora optaria pela abstenção, um verdadeiro pecado para uma mulher católica. Poderia invocar, aqui, a frase de Martin Luther King sobre o silêncio dos bons, mas nem creio que seja o caso. O que temos é muito mais revelador e perigoso. Das duas uma, ou Cristas não tem consciência do que está em causa com estas eleições brasileiras, colocado o país nos extremos entre a ditadura e a democracia, o que é uma falha enquanto líder de um partido elegível e possíveis relações diplomáticas, ou então sabe perfeitamente o que se está a passar e é simpatizante dos populismos de extrema-direita que estão em curso nas mais variadas geografias. Seja qual for o caso, Cristas sai sempre mal na fotografia.