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O Coletivo

05
Jun19

O lúcido José Miguel Júdice

Flávio Gonçalves

Tenho forçosamente que admitir uma certa estima intelectual e moral para com José Miguel Júdice, as vicissitudes da vida fizeram-nos percorrer uma via que nos trouxe a ambos ao Partido Socialista e até segui o seu exemplo de escrever uma carta aberta nas páginas do O Diabo, jornal por onde ambos passamos, a despedir-me dos camaradas com cujo ideário há muito já não me identificava (pese embora a diferença geracional, militamos ambos em organizações juvenis da direita até a consciência da maturidade nos guiar para o progressismo centrista da esquerda).

É por isso que me agrada a sua lucidez ao constatar um facto quanto à direita portuguesa no seu conjunto, em Portugal "a direita não sabe fazer combate político", do mais centrista PSD ao mais extremista PNR ou Chega! é uma verdade inegável. Os estrategas direitistas lusos, no seu conjunto - salvo algumas excepções intelectuais - "são atrasados mentais nessas matérias" e esse, entre outros factores, contribui para a inexistência da extrema-direita no Parlamento nacional (outro factor mais descurado é o facto dos militantes da direita radical portuguesa na prática já se encontrarem confortavelmente instalados no aparelho e no funcionalismo público afecto ao PSD e ao CDS). Esteve bem José Miguel Júdice, que por vezes ainda resvala demasiado para mera ala esquerda do centro-direita liberal nas suas análises televisivas... ossos do ofício, suponho.

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