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O Coletivo

02
Nov18

Há Moro na costa

João Ferreira Dias

A escolha de Sérgio Moro para ministro da Justiça, tem sido interpretada, como sinal de vontade política de limpar a corrupção do Brasil, por parte do eleitorado de Bolsonaro, o qual vê no juiz responsável pela operação Lava-Jato e pela prisão de Lula um justiçeiro. O problema é que tendo sido uma prisão muito pouco transparente, sustentada numa suposta posse de um triplex que vem sendo mencionada desde a década de 1980, e numa altura em que o ex-presidente se posicionava para uma nova eleição, esta nomeação tem o condão de parecer uma gratificação pelos serviços prestados. Com efeito, esta leitura pode estar hiperbolizada por uma desconfiança, mas não deixa de ser válida, quando olhamos as escolhas ministeriais que já vão sendo mencionadas. Como o deputado federal Onyx Lorenzoni, que admitiu ter recebido suborno e que chefiará a Casa Civil.