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O Coletivo

02
Jun19

Eleições: dois desejos e uma sugestão

Flávio Gonçalves

Tenho um desejo utópico para as próximas eleições, que a imprensa e televisões escrutinem e nos expliquem os programas eleitorais dos partidos, que os cidadãos sejam finalmente elucidados quanto ao poder e repercussão do seu voto, que os jornalistas dos jornais, revistas e televisões informem os eleitores em vez de especular com um populismo que cá não pega.

Tenho um desejo distópico para as próximas eleições, e já o tenho defendido ao longo dos anos em vários artigos de opinião tanto na imprensa açoriana como portuguesa: torne-se o voto obrigatório e penalize-se quem não vá votar com uma multa simbólica de 20€, se querem protestar o regime que votem nulo ou em branco, se lhes é indiferente que paguem o preço dessa indiferença uma vez que ao longo de séculos muitos morreram pelo seu direito a votar.

Tenho uma sugestão democrática para as próximas eleições, atribuir meio dia de folga sem perda de rendimentos a todo o cidadão que vá votar. Um incentivo realista e democrático, mais que esperar que os jornalistas façam o seu trabalho ou que o governo torne o voto em obrigatório. É uma alteração legislativa simples, embora descreia que o meu partido (PS) e o outro (PSD) a apliquem dado o risco que esse novo eleitorado poderá constituir a votar em massa em pequenos partidos extraparlamentares e a irritação que pagar meio dia e subsídio de almoço aos trabalhadores constituirá para o patronato luso, cuja mentalidade esclavagista rivaliza mesmo com a dos empresários dos EUA.