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O Coletivo

10
Mai19

Inimigo Público - ‘Passos Coelho abandona PSD e entra no PS, o partido que agora melhor defende os valores da “troika”’

A woman in politics
08
Mai19

"Porquê votar nas eleições europeias de maio de 2019?"

A woman in politics
06
Mai19

desventuras

João Ferreira Dias

André Ventura, por si mesmo, não me perturba, até porque tenho uma certa sensação de que o dito não crê assim tanto no que diz. O problema é que Ventura não existe por ele mesmo, mas parece resultar de um estudo de mercado que inclui as caixas de comentários dos jornais e sondagens em tabernas. Ora, é precisamente aí que reside o problema, i.e., quando um político é apenas uma metáfora para sentimentos recalcados. Foi nesses termos que se elegeu Bolsonaro.

23
Abr19

EnaMorações brasileiras

João Ferreira Dias

O ministro da Justiça do Brasil, Sérgio Moro, de passagem por Portugal, declara que “Jair Bolsonaro é um sólido democrata. A democracia não está em risco no Brasil”. Não surpreende a declaração do ministro Sérgio Moro, ainda que as posições políticas de Bolsonaro contradigam as suas afirmações. A paixão que o atual presidente do Brasil nutre pela ditadura militar, o ódio racial e a homofobia que o habitam não conjugam com a Democracia. O que seria questionável é a razão pela qual Moro, um juiz que disse que jamais entraria na vida política, aceitou ser ministro neste governo, abdicando de princípios de clareza jurídica. Mas até isso tem a sua fundamentação: Sérgio Moro será candidato à presidência.

16
Abr19

“Voz do Operário” debate imprensa alternativa

Flávio Gonçalves

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Em 2019 o mensário “A Voz do Operário” celebra o seu 140º aniversário, inserido nas comemorações que irão decorrer ao longo do ano encontra-se agendado um debate dedicado ao actual estado da imprensa portuguesa, intitulado “Independência ao Serviço de Quem?”.

O debate irá debruçar-se essencialmente sobre o papel complementar da imprensa alternativa numa era na qual o jornalismo convencional se encontra marcado por uma imparcialidade e um enviesamento marcadamente de direita que dificilmente escapa já até aos leitores menos atentos, havendo para com esta uma desconfiança e um cepticismo tal que tem levado o público de um modo geral a procurar outras fontes de informação.

O painel contará com representantes de vários órgãos de comunicação social alternativa portuguesa, nomeadamente o jornal virtual regional lisboeta “O Corvo”; o “Avante!”, semanário do Partido Comunista Português; a revista digital “AbrilAbril”; o jornal digital “Esquerda”, órgão oficial do Bloco de Esquerda; o jornal libertário “MAPA – Jornal de Informação Crítica” e o próprio anfitrião “A Voz do Operário”.

“Num universo cada vez mais concentrado, menos diverso e plural, condicionado por interesses económicos e financeiros, a defesa de uma imprensa democrática é um combate cada vez mais urgente”, pode ler-se na página do evento no Facebook.

O debate irá decorrer amanhã, dia 17 de Abril, a partir das 18:30 na Casa da Imprensa, localizada na Rua da Horta Sêca, nº 20, 1200-170 Lisboa.

10
Abr19

Habemus um novo partido político

A woman in politics

Foi hoje avançado pela imprensa e já confirmado por André Ventura (nas suas redes sociais) a aceitação por parte do Tribunal Constitucional do novo partido político "Chega". Passam, assim, a existir 24 partidos políticos legalizados em Portugal.

 

No entanto, ainda não se sabe se o Partido Chega irá concorrer às eleições Europeias, porque quase, de forma simultânea, o Tribunal Constitucional rejeitara a coligação “Europa Chega”, que juntava o movimento Chega (que ainda não era partido), o Partido Popular Monárquico e o Partido Cidadania e Democracia Cristã. O Partido Chega podia concorrer (após a aceitação sair em DR), mas como o prazo para a entrega da lista de candidatos às Europeias termina na próxima semana, seria uma corrida em contra-relógio.

 

Tic tac...

 

05
Abr19

Revisionismo à Brasileira

João Ferreira Dias

Depois de quase duas décadas de governos do PT e um período de governação resultante de um golpe, com Michel Temer, o governo de Jair Bolsonaro anunciou-se como aquele que acabaria com os tempos da ideologia. Como seria de esperar de quem faz este tipo de discurso, o mandato começou com uma enxurrada de programas ultra-ideológicos, desde o escola sem partido, ao alinhamento ultraliberal com programas de privatização, à captura de terras indígenas, sem esquecer o combate à diversidade sexual e de género. O quadro não ficaria completo sem um programa de revisionismo histórico, com a associação entre nazismo e socialismo, e agora com a maquilhagem da ditadura militar, suprimindo-se a ocorrência de um golpe militar e a entrada num período de ditadura. Esta limpeza da histórica constará dos livros didáticos distribuídos pelas crianças e jovens e será parte da campanha de formatação levada a cabo pelo Ministério da Educação (MEC)