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O Coletivo

14
Ago19

A greve dos motoristas e as férias do PSD

A woman in politics

Se há algo que a greve dos motoristas mostra, e é consensual, é que nas férias de Rio ninguém toca.

Como Rio disse em tempos, julgo que a propósito da confusão com os professores, ele só fala quando quer e não quando os outros querem.

Ainda apareceu no Twitter a dizer uma coisas confusas que sugeriam um acordo entre o Governo e os sindicatos para o adiamento da greve. Como se a greve não tivesse sido marcada pelo sindicato com o propósito de ganhar algo com a aproximação às eleições. Não sei em que mundo vive...

Que os portugueses não tenham a infelicidade de ser afetados por alguma tragédia no mês de agosto enquanto governados por Rui Rio. Se assim fosse, era ir para o Santuário de Fátima e esperar pelo melhor.

Mas penso que estamos de acordo, é uma preocupação em vão...

01
Ago19

Solidariedade para com Luis Pastor

Flávio Gonçalves

Enquanto o PSOE se diverte em Espanha a desiludir-me com todas as esperanças com que Pedro Sánchez deu de uma viragem à esquerda ao estilo português e britânico, insistindo em não se aliar ao Podemos e evitar novas eleições, a direita em bloco uniu-se para proibir um concerto de Luis Pastor em Madrid. Refiro-me ao PP (centro-direita), ao Cidadãos (direita liberal) e VOX (extrema-direita), pois como estou careca de repetir aos socialistas que acreditam na treta de "uma união de amplo espectro em defesa da democracia", no mundo real os conservadores e os liberais cheirando a poder aliam-se é com a extrema-direita, não é connosco meus amigos. 

 

23
Jul19

Ainda há esperança geopolítica no PS!

Flávio Gonçalves

Estou extremamente orgulhoso dos eurodeputados socialistas portugueses, alemães, franceses, britânicos, búlgaros e eslovacos que tentaram convencer o Socialists and Democrats Group in the European Parliament a votar contra o reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela quando este não tem qualquer apoio interno no seu próprio país. Estão também de parabéns os eurodeputados austríacos, alemães, búlgaros e portugueses do Partido Socialista Europeu que se opuseram, sem sucesso, a que a nova lei referente a Violações de Direitos Humanos não hostilizasse a Rússia. Fracassaram, mas que tenham tentado já me enche de orgulho. Ainda há esquerda atenta no PS, ainda há esquerda atenta no PSE, e um dia seremos novamente maioria!

17
Jul19

Sobre a agente 007

João Ferreira Dias

A história do agente secreto mais famoso foi criada por Ian Fleming em 1953, tendo-se tornado um ícone da literatura e do cinema. James Bond representa o ideal de classe e elegância masculina, com um certo toque de um ideal conservador e machista, no qual o papel da mulher é sempre auxiliar, perigoso e tentador, na linha da femme fatale da literatura francesa. Com efeito, a articulação da narrativa manteve-se sinónimo de sucesso, alimentando uma legião de fãs. Agora, as notícias dão conta da possibilidade de Lashana Lynch assumir o papel de próxima 007, existindo uma passagem de testemunho entre agentes. Ora, a reação geral em Portugal à notícia tem sido extremamente negativa, culpabilizando uma eventual política de discriminação positiva das mulheres e dos negros. Esta reação coloca a nu o nível generalizado do racismo, comprovando os dados do European Social Survey (ESS), de 2017, que colocava Portugal no primeiro lugar na categoria de racismo biológico e em quinto na de racismo cultural.

11
Jul19

A fala não é um exclusivo, nem deve ser

João Ferreira Dias

Existe um debate sobre a legitimidade da fala que me parece contraproducente e penoso. Em matéria de combate ao racismo, de luta pelos direitos das mulheres, pelos direitos LGBTI+, pelos direitos dos trabalhadores, pela liberdade religiosa, e tantas outras lutas, TODOS são necessários. Tratando-se de valores democráticos é essencialmente que todos possam fazer parte do processo de transformação social. O combate ao racismo diz, em primeiro lugar, respeito às vítimas, mas não se ganha nada em fazer da luta um exclusivo destas, sob pena de se transformar uma questão social num aspeto ideológico. Eu quero poder participar do combate ao racismo sem me sentir em "seara alheia".

09
Jul19

Amores e desamores de Jeremy Corbyn

Flávio Gonçalves

Aparentemente noticiam-se cada vez mais trabalhistas que odeiam Jeremy Corbyn e adoram Tony Blair. A meu ver não são de esquerda, lamento informá-los. Mas compreendo, no PS também temos uma multidão de gente de direita que julga ser de esquerda, e estes odiavam Costa antes deste ser eleito. Portanto, creio que também estes irão gostar de Corbyn se este também conseguir ser eleito. Os amores e os ódios na política são muito voláteis, eu também não irei gostar de Corbyn se este for eleito e governar à Blair... tal como não me agradaria Costa se este tivesse optado, suicidariamente, por um governo de bloco central com Passos Coelho.

09
Jul19

Outra vez os camionistas

Flávio Gonçalves

Pessoalmente gosto de sindicatos aguerridos, como na Europa, com piquetes de greve à porta a impedir os fura-greves de entrar, com fundos de greve que pagam o ordenado aos grevistas e que conseguem conquistas sociais. Creio é que na mornice portuguesa já não sabemos lidar com sindicatos e activismo a sério, tanto que a CGTP nos habituou às greves e manifestações "por calendário" e a UGT a conseguir acordos cordiais à mesa com o patronato.

08
Jul19

Ainda sobre o elefante na sala

Flávio Gonçalves

Ainda no espírito do que referi ontem, aconselho este magnífico vídeo do Jimmy Dore que realça precisamente o meu ponto de vista sobre como a dita diversidade e multiculturismo na realidade se limitam a camuflar a "luta de classes unilateral" (Chomsky dixit) do mundo em que vivemos. Eu resumo, o Vox elogiou a diversidade do painel de moderadores do debate dos candidatos à nomeação do Partido Democrata à presidência dos EUA, contudo o comediante Jimmy Dore (de esquerda) realçou um pormenor que lhes escapou ou ignoraram deliberadamente, sim senhor, estão representadas as minorias de ascendência sul-americana, afrodescendente e LGBT... "temos um milionário negro, uma milionária branca, um milionário hispânico, um milionário estúpido e uma milionária gay", ou seja, zero de diversidade social e esta sim é bem mais relevante que o pedigree hoje em dia. Como referi no Twitter: "contudo, continuam a achar que não é uma questão de classe, mas de racismo e combate ao mesmo..."

07
Jul19

O elefante na sala

Flávio Gonçalves

Admito não ter conseguido ler na totalidade o texto de Maria de Fátima Bonifácio. Mais devido ao ódio de classe que ao racismo (notório, mas mero apêndice da sua identidade e preconceito de classe). O problema em Portugal passa mais por o criado ganhar o ordenado mínimo e o patrãozinho vários milhares de euros do que com problemas de pele e costumes. Mas assim se distrai o povo do essencial, todos estes males advêm do capitalismo selvagem e do espírito esclavagista do patronato português, é esse o elefante na sala cuja existência ninguém quer assumir. PS - acho absurdas as quotas, são um gesto paternalista que a meu ver demonstram um preconceito não assumido (o tal fardo) por os coitadinhos dos negros e ciganos precisarem da mãozinha patriarcal branca heterossexual, mas muito solidária com as minorias, para os ajudar e guiar numa evolução para a respeitabilidade da cultura eurocentrista.